O preço de curar em um mundo que não quer ser salvo

Hedonismo, relativismo e materialismo: os três grandes problemas do mundo moderno

Hoje mesmo, assisti a um vídeo de alguém que admiro muito falando sobre e pensei:

O mesmo se aplica à Medicina.

Vamos por partes.

Hedonismo: a busca pelo prazer imediato

Há dez anos, buscar o meio formal para uma especialização era a regra. Não digo que hoje seja a exceção, mas que o ímpeto em buscar o caminho tradicional e, por conseguinte, mais árduo, enfraquece a cada ano.

Por que sofrer durante quatro anos para, só então, engatinhar no mercado de trabalho se eu posso replicar um protocolo ortomolecular e vender uma promessa, no mínimo duvidosa, aos meus pacientes?

O princípio se corrompe:

Buscam a colheita antes do plantio.

Relativismo: quando nenhuma verdade é absoluta, a corrupção em prol do benefício próprio é logo ali

Tudo passa a ser questionado.

E eu não falo aqui de diagnósticos e tratamentos que sim, devem evoluir.

Eu falo do básico que rege a boa norma profissional há milênios:

Postura, ética e responsabilidade.

Na Medicina, na maioria das vezes, existe sim o que é certo e o que é errado.

Algumas verdades são sim absolutas. Sem o “depende”.

Lembrem-se que todos nós, diante de Hipócrates, prometemos:

“Prometo que, ao exercer a arte de curar, mostrar-me-ei sempre fiel aos preceitos da honestidade, da caridade e da ciência.”


Autor: Germano Reis
Medicina Interna pelo Hospital Nossa Senhora da Conceição
Gastroenterologista pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre
Professor do PS Zerado
Fundador do Mentoria Currículo

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